22 | Da Torre ao Louvre
- rpegorini
- 3 de jun. de 2025
- 12 min de leitura
Atualizado: 14 de jun. de 2025
Dia 22 - 18 de janeiro de 2008 – Paris

E quem seria louco de ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel ? Considerando que fomos muito avisados das enormes filas que se formam aos pés da torre, tomamos nosso “lauto” café da manhã, pegamos o metrô e voamos as tranças para o Champ-de-Mars (Campo de Marte). Chegamos cedo. Mas eram nove horas da manhã de uma sexta-feira e tinha já pelo menos umas cem pessoas enfileiradas esperando a bilheteria abrir... e isso em janeiro, hein, naquele friozão enregelante do inverno francês. Grupos escolares chegando, grupos de turistas (ônibus, micro-ônibus, lotações, táxis) chegando, curiosos, visitantes, guardas expulsando as pedintes ciganas. Uma imensa e irrequieta multidão começava a se formar nos pés da torre. Quando chegou a nossa hora na fila de comprar ingressos fiquei furioso, porque fui informado de que, por ser dia de semana (sexta-feira), não estava disponível o acesso ao 3º andar da torre, o que deveria ser uma experiência deveras chocante..., mas que fazer? Hoje eu faria, como fizemos em 2015, essa visita com o ingresso já comprado daqui do Brasil. É só entrar no site e agendar os ingressos, sem surpresinhas e evitando filas quilométricas de bilheteria. Mas como na época éramos viajantes de primeira roubada, pagamos o ingresso, passamos pela costumeira revista na mochila e entramos no elevador.
Em 1888, um concurso foi lançado para escolher um monumento a ser construído no Champ-de-Mars, no centro de Paris. O edital especificava: projeto para uma torre de 300 metros de altura, com base quadrada de 125 metros de lado, construída em ferro e capaz de resistir ao vento. Outra intenção do concurso era servir como símbolo de progresso industrial e técnico da França. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário escolheu o plano de Gustave Eiffel: uma torre de estrutura metálica que se tornaria, então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem. Inaugurada em 31 de Março de 1889, a torre foi projetada para ser o arco de entrada da Exposição Universal de 1889, que comemorava o centenário da Revolução Francesa. Na época, foi uma façanha tecnológica sem precedentes: erguia-se ali, no coração de Paris, a estrutura mais alta do mundo – até 1930, quando foi superada pelo Chrysler Building, em Nova York. Construída em ferro forjado, usou cerca de 18.000 peças metálicas de ferro pudlado (wrought iron), um tipo de ferro maleável e resistente à corrosão. Foram cortadas, modeladas e perfuradas nas oficinas de Levallois-Perret, uma cidade vizinha de Paris. Numeradas individualmente para facilitar a montagem, transportadas de trem até o canteiro de obras no Champ-de-Mars e unidas por mais de 2,5 milhões de rebites no local, sem o uso de solda. Com seus 317 metros de altura, possuía 7.300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deva passar das 10.000, já que são abrigados restaurantes, museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não existiam na época de sua construção. Eiffel, um notável construtor de pontes era um mestre nas construções de metais e tinha sido o desenhista da armação da Estátua da Liberdade, presente da França para os EUA em 1886, simbolizando a amizade entre os dois países e os ideais de liberdade e democracia. Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição mundial (de 1889) expirou, em 1909, a Torre Eiffel quase que foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de Rádio a salvou. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem a antena de rádio que foi adicionada posteriormente.
Quase sete milhões de pessoas visitam a torre anualmente. Dizer que é fantástica, que é maravilhosa, que é desbundante é pouco e só repete o que se repete sempre quando se escreve algo sobre ela. Mesmo subindo só até o segundo andar, a vista é sensacional, já que os edifícios altos de Paris estão bem distantes da torre. Quase que a chuva estraga o nosso dia, justamente o dia que tínhamos roteirizado para fazer quase tudo ao ar livre. Foi um daqueles dias nojentos, chove um pouquinho, para, chove uma tempestade, para, garoa, para... e assim foi o dia todo. Só tivemos um pouco de descanso desta chateação quando entramos no Louvre, já quase no fim do dia (nas sextas-feiras, o Louvre fica até às 22h aberto). Mas foi suficiente para escurecer a maioria das fotos. E estragar as fotos de PARIS, gente, é MUITA SACANAGEM !!!! Mas fui clicando assim mesmo. Melhor trazer uma foto escura do que não trazer nada, não é mesmo ? É possível você fazer toda a volta em torno da torre no 2º andar e apreciar Paris em todos os lados que a vista alcança.

Logo que descemos da torre a chuva apertou. Mas tivemos sorte porque tínhamos planejado fazer um passeio de barco saindo do cais na frente da torre. Ali existem dois tipos de passeio: o caro e o barato. Adivinhem qual escolhemos? Mas falando sério, por todo o lado das margens do Sena se avistam barcos de passeio esperando turistas para fazer um tour pelo Sena. Vedettes de Paris é o nome da empresa com o passeio (Paris Sightseeing Cruise) mais barato (10 euros /pessoa). Os tradicionais Bateau-Mouche são bem mais caros - 95 euros /pessoa (mas com almoço ou janta). No final, fora o rango, dá na mesma, porque você vê praticamente as mesmas paisagens, os mesmos prédios (d’Orsay, Grand Palais, Petit Palais, Conciergerie, Hotel de Ville, Palais de Chaillot, Notre-Dame, etc), dá uma volta pela Ile-de-France e volta ao ponto original, na Pont Neuf, bem aos pés da Torre Eiffel. É bem bacana mesmo, e como era um dia de semana, estava praticamente vazio. Só a chuva estragava um pouco do visual, pintando tudo com a mesma cor de chumbo. E prepare-se: não só os prédios são fantásticos, as pontes de Paris são uma mais linda que a outra e cada uma num estilo diferente.
Saindo do passeio, atravessamos a Pont Neuf e caminhamos até o Trocadero. A Praça do Trocadero fica bem em frente à Torre Eiffel, do outro lado do Sena. Tem a fama de ser o melhor lugar de Paris (melhor ângulo possível) para se tirar fotos da torre. A “Villa Trocadéro” foi um palácio em estilo mourisco mandado construir por Luís XVIII (neto do XV) em homenagem a uma batalha travada contra o exército espanhol. Mais tarde construíram ali um palácio chamado Ancien Palais du Trocadero em 1878. Este foi destruído e em seu lugar foi erguido o Palais de Chaillot (1937), que conserva uma parte da estrutura e da configuração do seu antecessor, com duas alas em semicírculo. Mas não fomos direto ao Chaillot. No mesmo Trocadero, há um lugar chamado Cineácqua, que é um centro cultural vanguardista combinando cinema, aquário e artes. A entrada do Cineácqua é bem impactante: você tem que passar por baixo de um túnel d’água. Mas é água mesmo, não é vidro. Se não se cuidar se molha mesmo. E lá dentro há diversos ambientes com pequenas telas de cinema, aquários, e adereços temáticos, decorados para estimular e desenvolver a consciência ecológica das pessoas. Para as crianças é um mundo fértil de brincadeiras e atividades. Passar uma tarde com seus filhos ali deve ser muito gostoso. Mas para nós, que já tínhamos conhecido o L’Aquarium de Barcelona (muito mais incrementado e com coisas muito mais interessantes), foi um abrigo caríssimo para a chuva que despencava lá fora. Se estivéssemos com as crianças naquele lugar, e naquele momento, provavelmente eu estaria descrevendo para vocês uma impressão completamente diferente. Então fomos ao Trocadero para tirar a clássica foto com a Torre Eiffel ao fundo. Achamos uma mocinha bem simpática que fez a gentileza de registrar esse documento pictórico para a posteridade. O Palais de Chaillot, que são dois prédios enormes com duas alas circulares em cada lado dos prédios abriga vários museus, entre eles o Museu do Homem, um Museu de Armas, um Museu dos Monumentos Franceses, o Teatro Nacional de Chaillot e mais um monte de coisas. Apesar do tempo feio, decidimos que mais museu seria cansativo e, ademais, encerraríamos o dia visitando o Louvre. Então aproveitamos que a chuva virou chuvisco e nos mandamos para o Arco do Triunfo para cumprir uma promessa feita para o sogrão.
A indicação dele foi que caminhássemos desde o Arco do Triunfo até o Museu do Louvre. Este eixo desempenha uma das características mais marcantes da urbanização de Paris. E o principal responsável por esse empreendimento, pelo menos da parte que se refere ao Jardim das Tulherias, que iniciou este processo, foi o jardineiro de Luís XIV, André Lê Nôtre (1613 -1700). Lê Nôtre tinha uma visão muito avançada sobre urbanismo e um termo que melhor descreve suas funções na corte seria o de paisagista, ao invés de jardineiro. Os jardins de Versalhes, que são uma obra-prima, também são obra dele.
O eixo urbano é este:
Vai do Louvre, passa pelos Jardins das Tulherias, Place de la Concorde, Champs-Elysées, Arco do Triunfo, e termina no Arco de la Defense. Nós fizemos a rota saindo do Arco do Triunfo indo até o Louvre, ou seja, no sentido reverso revirado do avesso do contrário.

O Arco do Triunfo foi mandado construir por Napoleão em 1806 em comemoração às suas vitórias militares, mas só foi terminado em 1836, quinze anos após sua morte. Tem inscrito em bronze o nome de 128 batalhas e 558 generais. Fica na praça Charles de Gaulle, uma das extremidades da Champs-Elysées. Tem 50 metros de altura e é possível subir no alto do monumento. Mas tínhamos muita coisa pra ver naquele dia e já estávamos cansados de escalar esses lugares. Curtimos as suas linhas, o túmulo do soldado desconhecido, que fica na sua base e começamos a descer a Champs-Elysées em direção ao Louvre. Quando voltamos a Paris com os filhos, em 2015, visitamos a parte interna do Arco.

Quem nunca ouviu falar da Champs-Elysées deve morar em Saturno ou Plutão. É a avenida mais famosa do mundo. E não é assim à toa. Na mitologia grega, Campos Elíseos eram uma espécie de paraíso dos heróis e virtuosos, o lugar onde as almas dos justos descansavam após a morte. Portanto, a escolha do nome sugeria um lugar nobre, calmo e glorioso — apropriado para uma avenida majestosa que liga o centro do poder real ao campo aberto. Era a rua mais larga do mundo antes dos argentinos inaugurarem a 9 de Julho – até as garagens subterrâneas los hermanos copiaram dos franceses. E essa vasta amplidão deu o nome à via. Embora fique bonito o nome em francês, acho que botar nome necrológico numa rua fica estranho. Mas quem sou eu, né ? O idealizador desse caminho pomposo e revolucionário em seu conceito urbanístico, claro, foi Lê Nôtre, que imaginou uma avenida larga em linha reta neste ponto de Paris já em 1667. Ao longo do século XVIII ela foi sendo ampliada até chegar ao resultado que temos hoje, com 71 metros de largura e 1,9 Km de extensão. Passear na Champs-Elysées é uma experiência fantástica. É um resumo do mundo. Mas vejam, do 1º mundo, claro. E o 1º mundo do 1º mundo, podem ter certeza. Nas suas amplas calçadas encontram-se as matrizes das principais marcas de luxo do mundo. Cartier. Montblanc. Vuitton. Pense numa marca famosa e de luxo. Está na Champs-Elysées. E as pessoas deliciam-se olhando as vitrines, nem que seja só pra ficar babando. Estou falando de nós, claro, e das 16 milhões de pessoas que andarilham por entre estas griffes anualmente.

A Place de la Concorde, que vem em seguida, é a segunda maior praça da França, só perdendo para a Place dês Quinconces, em Bordeus. Esta praça tem uma história terrível. Ali tinha uma estátua do rei Luis XV, que foi derrubada na Revolução Francesa. Em seu lugar os revolucionários ergueram a guilhotina, que descabeçou 1343 pessoas, entre elas Danton, Lavoisier, Madame du Barry, Robespierre, e as reais cabeças de Maria Antonieta e Luís XVI até 1793. Em 1795, para celebrar o fim da era do Terror Revolucionário e sua sede insaciável de hemácias, nomearam-na Place de la Concorde. No centro da praça há um obelisco trazido de Luxor, no Egito. Presente de Mohamed Ali (1769-1849), vice-rei do Egito, ao governo francês, em troca de maquinário industrial para modernizar o país do Nilo. O Obelisco de Ramsés II foi construído em granito rosa, com 230 toneladas e 23 metros de altura, em 1200 a. C., para fazer par com outro obelisco que ainda existe em Luxor. Hoje os egípcios o querem de volta. E os franceses dizem “no, no, no”. Temos um quadro bem cativante mirando-se o obelisco junto à roda gigante; duas belíssimas fontes completam o cenário majestoso.
Seguindo pelo eixo da Champs-Elysées, passa-se pelos Jardin des Tuileries, construído em estilo italiano por ordem de Catarina de Médici, ainda no séc. XVI, para ter um lugar agradável para passear perto do palácio das Tulherias. Mais tarde, em 1664, Lê Nôtre aperfeiçoou-o redesenhando-o em estilo francês, formal e simétrico, cheio de estátuas ornamentais. Elas estão espalhadas pelo parque até hoje e ninguém as vandaliza. Que inveja.

Quase chegando no Louvre, a gente passa pelo Arco do Triunfo do Carrossel, construído entre 1807 e 1809. Ali Napoleão colocou os cavalos que trouxe de Veneza, de cima da Catedral de San Marcos. Lembram que eu disse que Napoleão tinha levado os cavalos de lá ? Pois é, quando Napoleão ainda era general, conquistou Veneza e carregou os cavalos de lá para Paris, como espólio de guerra. E instalou-os no alto do Arco do Triunfo do Carrossel. Acho até que construiu o Arco só para enfeitá-lo com a quadriga. Depois de Waterloo, os saques de Napoleão são devolvidos e os cavalos voltam para a catedral de Veneza. Mas os franceses gostaram tanto da ideia que fizeram réplicas desses cavalos e as colocaram no mesmo lugar napoleônico como símbolo da glória imperial francesa. São chamados de Cavalos de Bronze de Constantino, feitos no século IV a.C. por um escultor chamado Lisipo. Os coitados já foram roubados por muita gente famosa e passaram por Roma, Constantinopla e Paris. Atualmente estão no museu da basílica de Veneza para serem preservados da poluição. Na fachada da catedral de San Marcos o que se vê lá no antigo pedestal são réplicas dos Cavalos de Bronze. Mas não contem pra ninguém, tá ?
Então... finalmente o Louvre.
Sinceramente, não dá pra falar muito sobre o Louvre. O melhor mesmo é estar lá. Mas se há um testemunho que deve ser feito em relação ao museu que não seria óbvio demais é dizer que, junto com o Museu d'Orsay, é o lugar onde os parisienses dão um show de organização. Estes museus recebem milhares de visitantes por dia e você não vê filas para entrar, apesar da revista na mochila e apesar de todas as medidas de segurança. A gente entra por aquela pirâmide principal, que leva a um salão enorme, que é a recepção... é gente de todas as partes do mundo. E não há histeria, não há bagunça, não há stress, não há falta de educação. Pelo contrário, se há um lugar onde você vai ser bem atendido em Paris, pode ter certeza: é no Louvre. O pessoal trata você como se fosse um nobre visitando um palácio. O que não deixa de ser verdade, porque todos que vão ao Louvre o fazem com nobreza no coração. Queremos todos participar desse lugar de encantamento que é um resumo da herança cultural da humanidade. Não cabem agora as discussões de que estes tesouros foram levados imoralmente de alguma cultura terceiro-mundista. Quem sabe se essas relíquias resistiriam às maluquices de coisas como Hezbollah, Talibans, Farcs e coisas do gênero. Prefiro que fiquem bem cuidadas (e bota bem cuidadas nisso). Num lugar como o Louvre.


O Louvre começou como uma fortaleza medieval construída em 1190 por ordem do rei Felipe Augusto, para proteger Paris dos invasores vindos do Sena. No Século XVI, O rei Francisco I transformou o Louvre em residência real e trouxe para lá sua coleção de arte — incluindo a Mona Lisa, adquirida da Itália. O Rei Sol Luís XIV transferiu em 1682 a corte para o Palácio de Versalhes e o Louvre passou a ser ocupado por artistas, acadêmicos e intelectuais. 1793: Durante a Revolução Francesa, o Louvre foi oficialmente transformado em museu nacional, com o nome de Muséum central des arts de la République. A proposta era tornar o acervo real acessível ao povo francês. Começou com 537 obras, em sua maioria confiscadas da monarquia e da Igreja. Ao longo do século XIX, o museu foi expandido com obras saqueadas por Napoleão, doações, escavações arqueológicas e compras do Estado. Hoje, o Louvre abriga cerca de 500 mil objetos, com cerca de 35 mil em exibição, divididos em 8 departamentos: Antiguidades Egípcias; Antiguidades Gregas, Etruscas e Romanas; Antiguidades do Oriente Próximo; Artes Islâmicas; Esculturas; Objetos de Arte Decorativa; Pinturas; Gravuras e Desenhos. Entre as preciosidades da arte universal, podemos lembrar da Mona Lisa (La Joconde), de Leonardo da Vinci; A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix; A Coroação de Napoleão, de Jacques-Louis David; A Vênus de Milo, escultura grega do século II a.C.; O Escriba Sentado, arte egípcia; e o Código de Hamurabi, um dos textos jurídicos mais antigos do mundo. Enumerar minimamente as mais importantes é um perigoso exercício seletivo. Nunca conseguiremos chegar perto do resumo do resumo do resumo sem deixar tesouros da antiguidade de fora da lista porque, gente, são mais de 500 mil peças no acervo do Louvre. Perdoem-me. Como disse, o melhor mesmo é conhecer o museu presencialmente, como o fazem 9 milhões de pessoas todos os anos.
Relativamente, tirei poucas fotos no museu, embora muitas salas liberem o registro por máquina fotográfica ou câmera de vídeo. Noutras salas, é proibido o uso de flash (para não prejudicar a conservação das obras) ou simplesmente é proibido qualquer tipo de registro. Mas entrem no site oficial do Louvre (http://www.louvre.fr), lá tem visitas virtuais, capazes de dar uma pequena palhinha do que é esse monstro sagrado da cultura humana... é delicioso mesmo não sendo presencial. Não percam as esperanças. A vida não é tão curta assim... Um dia vocês podem fazer uma pequena loucura como eu e a Maria fizemos e bora conhecer esse lugar maravilhoso. Podem sim. Vão. Aproveitem para conhecer a memória da humanidade recolhida e disponibilizada nesse complexo impressionante.



















































































































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