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017 | Salzburg, a cidade que se recusa a crescer

  • Foto do escritor: rpegorini
    rpegorini
  • 5 de abr. de 2025
  • 11 min de leitura

Atualizado: 3 de mai. de 2025

 Dia 17 - 13 de janeiro de 2008 – Itália > Áustria / Veneza > Salzburg


Saímos de Veneza para Salzburg pela manhã. Ao chegar na cabine do trem para a qual  tínhamos comprado as passagens, havia uma família de ingleses. Um pai, uma mãe e uma filha de uns 20 anos. Todos becadíssimos e com uma bagagem monumental. Até aí, nada de anormal, não fosse o fato de a bagagem da “família real britânica” estar ocupando as nossas poltronas. Houve uma pequena convulsão na cabine e imediatamente instalaram uma conferência no corredor do trem. A nossa presença no recinto deve ter destruído o planejamento inicial da família em sua viagem. Depois de alguns minutos de impasse, a rainha-mãe foi falar com alguém do trem e trouxe uma solução: encontraram outro lugar para ficar. Ficou só o ‘Príncipe Charles” na nossa cabine cuidando da bagagem e roncando deslavadamente. No final não entendemos se o problema foi a nossa inconveniente presença nas aposentos reais ou se tinham comprado passagem para toda a cabine, para que ninguém atrapalhasse a intimidade da alta nobreza. O certo é que não nos impressionamos com os muxoxos e com as caras de aversão. Nos instalamos tranquilamente nas nossas poltronas e nos deixamos levar montanhas acima pelo trem.


De Veneza a Salzburg a distância é de aproximadamente 500 km indo de trem, serpenteando pelos trilhos gelados nas montanhas do Tirol. O visual começou a ficar completamente diferente das pradarias italianas. É um barato total quando o trem começa a passar por aquelas pontes abismais e quando as montanhas começam a ficar com os cumes cada vez mais brancos. Os tetos das casas também branquinhos, branquinhos. Gente tirando neve da frente da casa com pás, pequenos laguinhos congelados. Finalmente estávamos vendo neve!!! Ficamos chuleando (tchê guasca!!!) na Itália o tempo todo, mas não encontramos aquele frio invernal que gostaríamos de sentir em nenhuma cidade italiana. Nos noticiários víamos que no noroeste da Itália (Gênova, por exemplo) os caras estavam com dificuldades de transitar na cidade por causa das nevascas. Tínhamos alguma esperança para Veneza, mas não se confirmou... não vimos neve em Veneza. Fizemos a conexão ferroviária já na Áustria, em Villach (onde a família real teve a bondade de nos deixar como herança a cabine completamente livre à nossa disposição). E lá o clima já começou a ficar bem mais frio.



Esperando o trem que nos levaria de Villach a Salzburg, tive a imensa felicidade de protagonizar mais uma de nossas importantes patetadas europeias. Depois de um café maravilhoso na estação, voltamos à plataforma para esperar o trem. Ali, chutando pedrinha, coçando a cabeça, limpando as lentes dos óculos, me deparei com uma máquina de guloseimas (tipo estas de chicletes, balas, chocolate, que você coloca uma moedinha e sai o troço pela saída de troços). Tudo perfeitamente explicadinho, em etapas: 1 – faça isso; 2 – faça aquilo ... etc. Ótimo, maravilhoso... se não estivesse escrito em ALEMÃO. Tentei, então, utilizar as minhas faculdades dedutivas.  1 – SCHWOLEHRGASU U THESQWNACH... deve significar “coloque a moeda no troço apropriado”...  2 – SCJWITSHGRNEAL TRECHNIMLOH FWEGSTAINGERT  ... deve significar “escolha o produto”... 3 – WETRTGHSCTUGROPIN GHOSTJUNGLLERGMNAIOU... deve ser... hããããã... “aperte o botão cinza”, sim, tinha um botão cinza na máquina e como é o único, deve ser este que a gente tem que apertar... Bom, resumindo, tudo dava certo, colocar a moeda de dois euros na máquina, apertar o botão cinza, etc. Mas a porcaria do chocolate que eu queria comprar nunca descia pelo “troço”. E bota moedinha, escolhe produto, aperta botão cinza e lá vinha a moedinha de novo pela “saíde de troços”. Comecei a ficar nervoso com aquilo. Que maldita operação eu estava fazendo errado? Será que era no SCJWITSHGRNEAL TRECHNIMLOH FWEGSTAINGERT... ou no WETRTGHSCTUGROPIN GHOSTJUNGLLERGMNAIOU?

Até que veio a salvação. Sentadinha lá no banco da plataforma, rodeada por um grupo de mudinhos que gesticulava a torto e a direito, a Maria gritou: “Tenta colocar uma moeda de UM euro”. Pensei resmungando comigo mesmo, à la Muttley: “vou colocar a moeda só pra  ela ver que não é tão simples assim, só pra  ela ver que eu, com toda a minha incomensurável inteligência, já teria tentado isso se achasse que fosse assim tão simples”. Mas que tapinha na vaidade eu tive que engolir. Era isso que eu merecia, e ele veio na seguinte forma: a moedinha de um euro rolou “troço” adentro, escolhi pela enésima vez o chocolate que eu até já tinha perdido a vontade de comer, apertei o botão cinza e... VOILÁ! Lá veio o chocolatinho troço abaixo pra  ficar zombeteiramente me esperando na saída do “troço”. Com a cara vermelha de vergonha, tive que me abaixar e pegar o troço no chocolate, quer dizer o chocolate na saída do troço, não sem antes dar uma vislumbradinha na cara da Maria, dando risada às minhas custas. Pronto. Minha entrada na Áustria foi patética. Mas a Maria entrou com os dois pés direitos. O dela e o meu... rsrsr. Ficou pegando no meu pé até Salzburg.


E as paisagens no caminho do trem eram fantásticas !! O pessoal saía das cabines para  ficar nos corredores olhando pelas grandes janelas panorâmicas do trem quando a paisagem ficava do lado oposto das cabines. Montanhas imensas, vales com pequenos glaciares, cabanas de madeira cobertas de neve, campos pintados de branco com trilhas riscando a neve de um canto a outro do infinito. Crianças brincando com cachorros sobre pilhas de toras de madeira. O trem passando por pontes e túneis fincados num ambiente de penhascos e picos nevados. Uma coisa é você ver estas paisagens absurdamente lindas num quadro ou pela televisão, ou no cinema (vimos um filme sobre os Alpes num cinema 180º de Barcelona), mas é incomparável, eu diria insuficiente, para um texto ou imagem 2D descrever o que acontece com os nossos sentidos: admirar uma simples fotografia contra apreciar a natureza brutalmente viva à sua frente, aquela paisagem incrível e monumentalmente imensa.  Rochas gigantescas, cobertas de um branco macio, como creme de sorvete, rodeando todos os sentidos que a gente tem para apreciação dos fenômenos da nossa experiência\. Desfrutando o ar gelado esfriando as bochechas, parecia que estávamos subindo para um outro nível do planeta, onde tudo se expressa através de um universo fantástico de frio e neve, uma imensa plataforma de montanhas pontiagudas e gelos eternos. E só vou parar por aqui porque acabaram os adjetivos que eu tinha para  este assunto.



Vamos falar de Salzburg, então.



Quinhentos anos antes de Cristo, esta cidade era um vilarejo povoado por celtas que exploravam as minas de sal na região. Daí o nome SALZ + BURG. Os romanos que dominaram a cidade em seguida continuaram a exploração e construíram várias estradas para melhor escoar a produção. Muitas destas estradas ainda servem aos viajantes que para  lá vão. São Rupert, uma espécie de padroeiro da cidade, foi o responsável pela catequização da população na região lá pelo séc. VII, fazendo com que várias igrejas e escolas fossem construídas em torno de um monastério. Está marcada em quase todas as principais regiões da cidade, principalmente no seu centro histórico, a essência da sua religiosidade pela presença predominante de catedrais, igrejas, monumentos, conventos, monastérios. A Fortaleza de Hohensalzburg foi, durante séculos, a morada e o quartel-general do arcebispo da região, muito mais importante e poderoso até que o governo político (poder executivo) naqueles tempos, se é que o arcebispo não era o próprio poder executivo em pessoa. A atividade comercial da mineração e comercialização do sal traz uma certa riqueza e imponência social, isso impulsiona o mecenato local, que produziria gerações de excelentes músicos e artistas na região. Você está entendendo onde quero chegar?

Sim, quero incluir aqui nessa história a honrosa presença de um cara chamado Wolfgang Amadeus Mozart!



Salzburg é o berço de Mozart e ainda mantém, aberta à visitação pública, a casa onde ele nasceu tentando preservar todo o cenário daquele tempo, inclusive com um berço onde você vislumbra um bonequinho paramentado como o recém-nascido Wolfgang. A honra do homenageado é tanta que também se pode visitar outra casa onde ele morou mais tarde, quando já começava a excursionar pela Europa com a família, apresentando-se nas cortes e nobres palácios. Sim, era uma família musical na sua mais mercantilista produção. E tudo no velho burgo tirolês transpira notas musicais nos seus festivais, cartazes, liceus, cafés, castelos, palácios, e qualquer gota de orvalho que invente de cair, mas que caia na afinação certa.



Sustentada pelo principado eclesiástico burguês, também a arte arquitetônica deixou como legado um centro histórico extremamente charmoso e preservado, dos mais bem conservados da Europa, declarado como Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco em 1996. Suas igrejas, praças e a Fortaleza de Hohensalzburg, construída em 1077, contam a história de uma legítima cidade barroca com imenso poderio militar e beleza encantadora, além do desenvolvimento cultural propiciado pelo ensino disponibilizado em seus centros religiosos.



Agora vou listar uma linha temporal ancorada em cinco datas. Em 1803, o principado eclesiástico é dissolvido durante as Guerras Napoleônicas e em 1816 o antigo burgo tirolês é oficialmente incorporado ao Império Austríaco. Em 1920 é criado o Festival de Salzburgo, que se torna um dos maiores eventos culturais da Europa; e de 1938 até 1945 houve a ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial, motes para uma das histórias mais fantásticas de uma das cidades mais musicais do mundo de todos os tempos. Mas isso fica para a próxima crônica.



Ao chegar na estação de Salzburg, pegamos um táxi para o Hotel Stein (anotem bem este nome). Tem um terraço no hotel que é famosíssimo, com uma vista bacanézima (só para  variar um pouco), de frente para o rio Salzach e com um serviço de primeira. Levamos um susto ao chegar no hotel. Tinha um daqueles funcionários uniformizados DO HOTEL nos esperando (mas como diabos ele sabia que estávamos chegando no hotel ? e como sabia que éramos hóspedes DESTE hotel ? Não tínhamos avisado nada e nem o motorista do táxi comunicou nada por telefone ou por rádio). Esse “lorde” austríaco abriu a porta do táxi para nós, na maior gentileza, pegou nossas malas e nos abriu as portas do hotel com gestos tão cavalheirescos que estávamos até desconfiados de mais uma pegadinha vinda surpreendentemente de algum corredor do hotel. Que nada! Esse era o atendimento típico dos salzburgenses! Ignoraram nossos trajes meio maltrapilhos (comparando com os deles) e nos trataram como se fôssemos o rei e a rainha da Baviera. Que diferença no tratamento! Não estávamos acostumados com tanta gentileza e bons modos. Já no hall do hotel a recepcionista foi dando todo o serviço... Café de tal hora até tal hora; portaria aberta até tal hora, após isso, usa-se o cartão magnético do quarto para abrir a porta principal do hotel; qualquer coisa que precisar, disquem para o número tal do telefone; computador com Internet de graça está à disposição aqui no hall; se quiserem fazer algum passeio, podem comprar comigo os ingressos; aqui tem o mapa da cidade, com as principais atrações.

Caramba!!! Eu não era tão bem tratado assim nem na minha casa... rsrsrs... Espantados com a gentileza, polidez e simpatia dos atendentes do hotel, subimos pelo elevador (puxa, finalmente um elevador decente, quase beirando o luxuoso) e chegamos no quarto. Ao abri-lo, que delícia!! Um quarto que poderia ser classificado como o mais 5 estrelas de todo o nosso périplo. Televisão LCD, com vários canais; mesa grande com luminária; armário bacana; amplo espaço para  circular DENTRO do quarto. Ficamos degustando aquele luxo todo alguns minutos no banheiro, procurando entender todas as funcionalidades à nossa disposição, muito além daquele secadorzinho de cabelo. Só para  ter uma ideia, havia um dispositivo no banheiro parecido com uma grade de plástico que você liga e ele começa a aquecer... para  estender toalhas úmidas. Claro que na mão dos tupiniquins aqui virou varal para  cueca, calcinha e meias... eheheh. Tão bem instalados assim, curtimos um pouco o maravilhoso quarto até para descansar um pouco da viagem antes de sair pelas Straßes de Salzburg.

Li, na página do Alexandre Coutinho (http://www.janelanaweb.com/viagens/salzburgo.html), a seguinte definição, que achei perfeita:

“Salzburgo é um perfeito exemplo de uma cidade que "recusou crescer" em demasia, que soube resistir à tentação dos arranha-céus e, mais recentemente, dos centros comerciais de gosto duvidoso. Isto não quer dizer que tenha virado costas à modernidade. Muito pelo contrário. Optou claramente pela recuperação e manutenção do seu centro histórico, nomeadamente, no pós-2ª Guerra Mundial, quando teve de reconstruir a sua catedral (Dom), ferida na cúpula durante um bombardeamento aéreo, em outubro de 1944.”

Hoje, meses depois da viagem, é exatamente assim que me lembro de Salzburg. Uma cidade interiorana (o que significa incluir nos traços psicológicos da sua população todas aquelas melhores qualidades e valores da vida no interior: hospitalidade, simpatia, tranquilidade, espontaneidade, honestidade, correção, gentileza, etc). E não é uma cidade pequena, incorpora todas as comodidades da vida moderna. A cidade é limpa, arejada, percebe-se que seus prédios, praças, monumentos antigos estão todos restaurados ou em restauração.



Caminhando pelas ruas, observamos que a maioria dos prédios são da cor amarela. Por que será ? Mais tarde descobrimos que a imperatriz Maria Teresa da Áustria, tinha a cor amarela como a sua preferida. Em sua homenagem, todos os prédios reais eram pintados com esta cor, que era a cor oficial da Casa dos Habsburgos. As pessoas da cidade adoraram a ideia e mandaram pintar as suas casas de amarelo também, para que “adquirissem um ar real”, imitando os prédios oficiais. Uma descendente dos Habsburgos, filha de Francisco I e Maria Teresa de Bourbon (1772 – 1807), chamada Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo-Lorena, casou-se em 1818 com Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, mais tarde alcunhado como Dom Pedro I no Brasil e Dom Pedro IV em Portugal. E é por isso que temos as cores verde e AMARELO como as cores simbólicas do nosso país. Sendo verde a cor da Casa dos Bourbon e Bragança e o amarelo como cor oficial da Casa dos Habsburgos. Legal, né ? Esqueça aquela interpretação popular e simbólica que se tornou amplamente aceita a partir da República, principalmente por sua narrativa “patriótica” naquele momento histórico: de que o verde da bandeira do Brasil representa as matas e o amarelo representa o ouro. Essa não era a intenção original dos criadores da bandeira. Livros escolares, hinos e textos cívicos reforçaram essa ideia ao longo do século XX. O objetivo era criar um símbolo mais ligado à natureza e às riquezas do Brasil, e menos à monarquia ou à linhagem europeia.


A outra Maria Teresa (1717 – 1780), também imperatriz da Áustria, foi mãe de 16 filhos, cinco homens e 11 mulheres, sendo que todas começavam o nome por Maria. Uma delas foi Maria Antonieta, que acabou casando-se com Luís XVI e morreu guilhotinada na Revolução Francesa. Mozart, ainda jovem, quando foi tocar no palácio para a Imperatriz, levou um tombo e foi ajudado a se levantar pela própria princesa Maria Antonieta. Não teve dúvidas, pediu-a em casamento na hora... ehehee... esse Mozart... o filme Amadeus faz jus à monumental genialidade ingênua do pequeno príncipe da música. A outra Maria Tereza estava viajando comigo e só era a imperatriz do meu lar... Ó! Aqui pra  vocêis !

Mas Salzburg iria se imortalizar mesmo em face da música. Que a cidade respira notas musicais ao invés de O2 é um velho adágio que eu inventei agora. Certo é que os milhões de turistas que visitam a cidade o fazem principalmente por três motivos: para aproveitar uma das 42 estações de esqui que existem na “länder” Salzburguense; para conhecer a cidade natal de Mozart, seu filho mais ilustre; e para visitar as locações do filme Sound of Music (que no Brasil recebeu o título absolutamente idiota de “Noviça Rebelde”). Só não fomos esquiar.



Naquela noite, tivemos uma experiência que iria reforçar a impressão de que estávamos num país muito diferente da Itália. Saímos à noite para jantar e, passeando pelo centro de Salzburg, chegamos à rua Harrer-Strasse. Achamos ali um restaurantezinho muito simpático. Entramos e nos acomodamos numa mesa. Comemos um risoto maravilhoso, prato enorme super-bem-preparado e vejam só: não pagamos mais do que 25 euros pelos dois pratos mais uma garrafa de vinho. Comemos que nos lambemos. Na saída, o garçom, na maior gentileza, pegou o casaco (aquele que a mocreia do Museu Del Vetro, em Murano – Veneza, colocou luvas para não se “contaminar” com a nossa terceira-mundice) e, na maior gentileza, ajudou a Maria a se vestir. Encantados, tentamos um aproach... “We are from Brasil, do You Know?”... “Yes, shure!”... mas não foi muito além disso que conseguimos avançar... a língua universal de aproximação que eu conhecia (Ronaldinho Gaúcho, Brasil), bateu no vácuo e ele, por mais gentil que fosse, não conseguiu reconhecer a referência... num sinal gritante de que... ora, ninguém é perfeito se não conhece Ronaldinho Gaúcho. Brincadeirinha... Tolice minha, o cara não estava nem aí pra futebol.



Caminhamos à noite passando por aquelas ruas geladas, com uma neblina fantástica tal como um fog londrino, e viajamos maravilhados no encanto da paisagem noturna sensacional, longe de sentir a menor sensação de insegurança apesar das ruas vazias e escuras. Curtimos bastante deslizar pelo chão congelado em alguns pontos das ruas, e mesmo na Schwartzstassen, as árvores do Mirabelgarten não conseguiam ser suficientemente fantasmagóricas para nos meter medo. De vez em quando, passava alguém de bicicleta a caminho de algum lugar enigmático e ficávamos imaginando para onde iria aquela pessoa com um violão nas costas passeando de bicicleta à noite no meio do nada. Deviam pensar a mesma coisa de nós.




Bora para o quarto do hotel porque a viagem foi cansativa, a noite foi intensa e um quarto espantosamente confortável, moderno e acolhedor nos esperava para vaporizar os últimos suspiros da vigília do dia.



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